Dislexia - Exercício: A Família como Fábrica de Emoções – Compreendendo a Dislexia e o TDAH Baseado nas ideias de Alicia Fernandes, Winnicott e Virgínia Satir




Exercício: A Família como Fábrica de Emoções – Compreendendo a Dislexia e o TDAH

Baseado nas ideias de Alicia Fernandes, Winnicott e Virgínia Satir


📌 Como diz Alicia Fernandes, a criança suporta qualquer dificuldade e dor, mas é a família que dá sentido a tudo isso. Muitas vezes, sem perceber, somos nós que aumentamos as dificuldades e as dores emocionais.


Para Donald Winnicott, não existe criança sem ambiente: o desenvolvimento acontece na relação com os pais, e o "ambiente suficientemente bom" é aquele que acolhe, entende e não exige mais do que a criança pode dar.

E como ensina Virgínia Satir: "A família é a fábrica onde as emoções são feitas". Tudo o que se vive, se fala ou se sente dentro de casa molda como a criança aprende, se relaciona e vê o mundo.

Este exercício vai ajudar você, pai e mãe, a entender que ensinar é mais fácil do que aprender — e que, para ensinar uma criança com dislexia ou TDAH, o que mais importa não é o método, mas o amor, a empatia e o equilíbrio emocional da família.


✅ EXERCÍCIO: CHECKLIST DE REFLEXÃO E AÇÃO

(Leia cada item, responda com sinceridade e marque ✔️ ou ✖️)

🔹 PARTE 1: Ensinar é mais fácildo quee aprender.


A criança não escolhe ter dislexia ou TDAH. O cérebro dela funciona de um jeito diferente, não pior. Quem ensina já sabe o conteúdo; quem aprende está construindo caminhos novos. Isso exige paciência e amor.

  1. ✔️/✖️ Entendo que a dificuldade dela não é preguiça, falta de vontade ou falta de inteligência — é apenas um jeito diferente de processar informações.
  2. ✔️/✖️ Lembro sempre: eu já sei o que estou ensinando, mas ela está aprendendo pela primeira vez. O esforço é muito maior para ela.
  3. ✔️/✖️ Não digo frases como “é tão fácil, por que você não consegue?”, pois isso só aumenta a culpa e o medo de errar.
  4. ✔️/✖️ Celebro cada pequena vitória, pois, para ela, cada passo é uma conquista gigante.

 

💡 Reflexão (Alicia Fernandes): A criança aguenta tudo, mas não precisa carregar o peso da nossa frustração. Nós damos o sentido: se eu vejo dificuldade como defeito, ela também vai ver. Se eu vejo como um jeito único, ela vai se sentir capaz.

 



🔹 PARTE 2: Desejos e Necessidades da Criança


Para Winnicott, a criança precisa ser vista, compreendida e ter suas necessidades atendidas antes de qualquer cobrança de aprendizado. Aprender só acontece quando ela se sente segura e amada.

  1. ✔️/✖️ Eu sei quais são os desejos do meu filho: o que ele gosta, o que ele sonha, o que o deixa feliz.
  2. ✔️/✖️ Sei quais são as suas necessidades: atenção, carinho, tempo livre, descanso, segurança emocional.
  3. ✔️/✖️ Antes de cobrar tarefas ou estudos, pergunto: “Como você está? Está cansado? Quer um abraço primeiro?”
  4. ✔️/✖️ Respeito o seu tempo: ele não aprende no meu ritmo, ele aprende no ritmo dele.

 

💡 Winnicott ensina: Não é preciso ser perfeito, apenas presente. Quando a criança sabe que é amada do jeito que é, ela tem coragem de tentar, errar e aprender.

 



🔹 PARTE 3: Emoções e Ambiente Familiar


Como diz Virgínia Satir, a família é a fábrica das emoções. Tudo o que acontece em casa — brigas, discussões, tensão — afeta diretamente a capacidade de aprender. Criança com dislexia e TDAH é ainda mais sensível ao clima emocional. Se há conflito, ela não consegue focar, só consegue sentir medo, ansiedade ou tristeza.

  1. ✔️/✖️ Evito discutir, brigar ou falar mal na frente da criança. O clima de paz é o primeiro passo para o aprendizado.
  2. ✔️/✖️ Se houve alguma discussão, eu explico para ela: “Nós conversamos, resolvemos, está tudo bem”, para que ela não se sinta culpada ou insegura.
  3. ✔️/✖️ Não levo a ansiedade, o medo ou a frustração para perto dela. Se eu estou calmo, ela fica calma.
  4. ✔️/✖️ Entendo que o principal obstáculo para o aprendizado não é a dislexia ou o TDAH — é o emocional desequilibrado dos pais ou da família.

 

💡 Virgínia Satir: Uma família saudável não é aquela que não tem problemas, mas aquela que sabe lidar com eles com amor, respeito e comunicação. O que a criança aprende em casa, ela leva para a vida.


🔹 PARTE 4: O que EVITAR (NÃO FAÇA!)


Esse é o ponto que Alicia Fernandes alerta: muitas vezes, nós mesmos criamos as doenças emocionais na criança, em vez de ajudar.

NÃO ESTEREOTIPE: Não diga “ele é assim”, “ela não aprende”, “dislexia é problema para sempre”. Limites que nós colocamos se tornam limites que ela acredita.
NÃO COMPARE: “Por que você não é como seu irmão?”, “Seu colega já sabe ler e você não”. Comparação destrói a autoestima.
NÃO CULPE: Não se culpe, não culpe o outro, não culpe a criança. Dislexia e TDAH são formas diferentes de ser, não falhas.
NÃO CARREGUE SOZINHO: O trabalho é da família e dos terapeutas. Juntos, damos o sentido correto: diferença não é defeito, é apenas um caminho diferente para chegar ao mesmo lugar.


📝 RESULTADO DO SEU CHECKLIST

  • Se você marcou mais de 10 itens certos: Você já está no caminho certo! Sua criança se sente amada, segura e compreendida. O aprendizado vai acontecer naturalmente.
  • Se marcou entre 5 e 10: Você tem boa intenção, mas ainda carrega ansiedade ou ideias que não ajudam. Com prática, vai melhorar muito.
  • Se marcou menos de 5: Não se preocupe! Agora você sabe o que precisa mudar. O principal é: amor e empatia sempre.



💛 “A criança suporta qualquer dor, mas ela não precisa sofrer. Nós, pais e terapeutas, temos a missão de dar sentido: transformar dificuldades em histórias de superação, e diferenças em talentos.”

— Com base em Alicia Fernandes, Winnicott e Virgínia Satir
A família é a fábrica das emoções. Faça dela uma fábrica de amor, confiança e paz. É assim que a criança com dislexia e TDAH vai aprender, crescer e brilhar.






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Contato: (21) 96885-8565, Kátia Barbosa Rumbelsperger.



Fecundação: os primeiros registros da matriz de todos os sentimentos de rejeição ou amor vividos pelo ser humano têm sua primeira experiência na FECUNDAÇÃO. Por isso, é necessário que a gestação seja regada de sentimentos de amor e acolhimento. Esse registro será determinante para que a pessoa apresente em sua vida características e comportamentos para toda a sua vida.

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